terça-feira, 22 de abril de 2008

A Diplomacia das Pernas Abertas

Acredito que já seja do conhecimento de todos, que a esquerdalha venceu outra batalha na América Latina, e temos um novo aprendiz de Hugo Chavez, um tal de Lugo, um ex bispo que está brincando com os sentimentos nacionalistas paraguaios, adotando medidas contra o Brasil, entre elas renegociar o tratado de Itaipú, para que a energia seja vendida a preço de mercado, não a preço de custo e escorraçar os assim chamados brasiguaios, aproveitando que o presidente Lula é tão mole quanto o molusco homônimo.

Quando a Bolívia nacionalizou o gás, eu já havia comentado em alguns foruns que ia dar merda... e deu! Antes da Petrobras de instalar por lá, o gás Boliviano era tão inacessivel quanto as estrelas, ai nós fomos lá, investimos uma grana, utilizamos nossas tecnologias e colocamos algumas refinarias naquele país, e construimos um belo gasoduto para escoar a produção. O acordo era que o investimento seria pago com a produção, que seria vendida ao Brasil abaixo do preço de mercado. Muito justo, já que sem a intervenção brasileira nem gás eles teriam para começar.

Pois bem, confiantes no gás boliviano, a tão sofrida indústria nacional investiu na construção de fornos a gás, aquecimento a gás. O setor de servços também se adaptou, com os taxistas convertendo o carro a gás, e até mesmo os cidadãos comuns entraram na onda. Eis que então a esquerdalha foi eleita naquele pais, e o cocaleiro mandou o exército ocupar as nossas instalações e escorraçou os nossos técnicos. Em qualquer outra parte do mundo, isto seria um bom motivo para iniciar uma guerra. Por bem menos os EUA se meteram naquela gelada do Iraque.

O que foi que o nossos políticos fizeram? Porra nenhuma! Abriram as pernas para aquele paiseco e deixaram de boa. Pra que criar caso? Bilhões de reais se encontram no lixo... contribuinte é otário mesmo... é só meter mais imposto. Fodam-se os empresários que gastaram para se adaptar ao gás.

Agora, a história se repete. Durante os tão mal afamados anos da ditadura militar, pensou-se em construir aqui uma mega usina, que na época, seria capaz de suprir toda a energia elétrica do país e mais um pouco, uma ignorancia de usina, que só era viável ao longo de um rio fronteiriço.

Para fazer a tal obra faraônica, fizemos um acordo com o Paraguai, um acordo sacana do tipo nós entramos com todo o dinheiro, toda a tecnologia e metade do território, voces entram com a outra metade do território, a gente racha no meio a energia produzida, e o que voces não usarem, vendem para nós a preço de custo. Na época, a energia era o bastante para abastecer todo mundo e ainda sobrava, mas o Brasil se desenvolveu, e passou a usar toda a sua parte da energia, e a necessitar da parte do Paraguai.

Nada mais justo, já que com 5% da potencia daquela usina o Paraguai tava garantido de energia, e a grana da construção da usina era nossa mesmo, alias, até hoje não terminamos de pagar Itaipú.

Agora, vem mais um esquerdista de merda, e fala que vai subir o preço da energia produzida por uma usina, que foi feita com nosso dinheiro e com a nossa tecnologia, por que aquele acordo é leonino para o Paraguai, e a porcaria dos nossos politicos abrem as pernas denovo.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Yo Ho! E viva a pirataria!

Volta e meia vemos alguma noticia sobre destruição de CDs piratas, ou o fechamento de algum shopping popular. Existem campanhas e mais campanhas contra a pirataria, e no entanto, quanto mais a pirataria e o contrabando são proibidos, mais eles prosperam.

Qualquer um com dois neurônios funcionais deve compreender o por que disto. Se voce vai à um shopping popular, voce encontra, digamos uma pen drive por 35 reais. A mesma pendrive custa uns 70 na FNAC. É o dobro do preço, e como o senhor Xing Ling consegue vender uma pen drive tão barato? Por que ele não paga imposto.

Isso mesmo, o sujeito que importa traz o produto via Paraguai, atravessando a fronteira em algum ponto dos milhares de quilometros não vigiados, ou simplesmente dando um troquinho pro fiscal liberar, e disponibiliza a tralha num moquifo qualquer na 25 de março.

Ele ainda consegue uma margem obscena de lucro encima disto, mas ninguem reclama, por que são 35 reais que, voce pode gastar numa pizza, e não vai pra pagar a tapioca do deputado.
Em relação aos CDs piratas, é a mesma coisa. Dos 50 mangos que voce paga naquele CD da sua banda favorita, uns 2 reais vão pra direitos autorais. O resto é tudo imposto, IPI, COFINS, ICMS, etc, etc, etc. Impostos que incidem uma, duas vezes, que são calculados com as bases mais extranhas, e que no final das contas vão para lugar nenhum.

Impostos que existem para proteger indústrias inexistentes, que existem para garantir serviços que não são prestados, que no final das contas vão parar em alguma conta na suiça.
Voce, que é um sujeito de classe média, colocou seus filhos numa escola particular, pois nada garante no ensino público que eles saberão somar dois e dois ao final do curso, mas ainda assim é obrigado a sustentar esta palhaçada com o seu suado dinheirinho.

Voce, sujeito da classe média, que paga caro num plano de saúde, pois sabe muito bem que se for marcar uma mísera consulta oftalmológica pelo SUS, vai ter que esperar 6 meses para ser atendido, ainda tem que sustentar a mentira da saúde pública.

Voce que vive sob constante medo na cidade,de bala perdida, sequestro, assalto, etc, e ainda é proibido por um governo mediocre de portar uma arma para se defender, mas ainda assim tem que sustentar a palhaçada da segurança pública, e a mentira da justiça, que é rápida e ligeira para fechar um canal de comunicação, onde todos exercem o direito constitucional da liberdade de expressão, sob infundadas denuncias de pedofilia, mas é incapaz de solucionar 98% dos casos de homicidio no país, e os poucos que resolve é por pura pressão midiática.

Quem paga esta palhaçada é voce, e a unica forma de demonstrar a sua insatisfação com isto é atingindo aonde doi, ou seja, no bolso. Por isto, não se acanhe de comprar o seu DVD no piratão mais próximo, pois assim voce exerce a sua cidadania atravez da desobediencia civil.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A ditadura do "politicamente correto"

Estou farto, enojado e injuriado com o que vem acontecendo no Brasil ultimamente.

Primeiro tivemos o tal sistema de cotas, que agora já vai para 3 anos de existência. Este sistema, que à princípio visava apenas privilegiar aos negros, fornecendo uma certa quantidade de vagas nas universidades públicas para pessoas de cor negra, depois foi também extendido aos alunos de escola pública, e atualmente apenas fornece alguns pontinhos adicionais no vestibular.

Para uma pessoa sensata, independentemente da cor, isto é uma afronta ao estado de direito e ao princípio da igualdade racial, um insulto aos negros, já que o governo os considera tão inferiores que precisam de pontos extras no vestibular para competir de igual para igual com os brancos, e para mim se trata de um apartheid as avessas.

Mas para os angelicais defensores do "politicamente correto", que doravante tratarei por pocós se trata de uma justa retratação às centenas de anos de humilhação e escravidão à qual os negros foram submetidos por nós, os brancos.

Esquecem-se porem que a maioria dos brancos existentes em nosso país são descendentes de imigrantes italianos, japoneses e etc, e não dos perversos donos de engenhos. Que desembarcaram aqui em situação igual a dos escravos recém libertos,se não pior, já que os ex-escravos não tinham dívidas, enquanto os imigrantes chegaram devendo até as calças. São os descendentes deste povo que vão pagar a "dívida da escravidão", mas para atenuar a carga racista das cotas, eles incluiram cotas para estudantes de escolas públicas.

Ora, isto é a assinatura da falência institucional do ensino público. Me lembra a piada do sujeito que pegou a esposa transando com o vizinho no sofá, e como providência vendeu o sofá. Mas os pocós justificam como sendo uma forma de não perpetuar as desigualdades sociais no nosso país, fornecendo ensino superior de qualidade aos alunos pobres que fizeram escola pública. Nós sabemos onde isto vai dar: Alunos despreparados nas faculdades.

Não satisfeitos com esta pataquada, os pocós lá do governo, baixaram outra lei que agrava os assim chamados crimes contra a religião. Acredito que pelas novas leis, aquelas charges contra o profeta Maomé, que foram publicadas lá na Dinamarca, se tivessem sido publicadas aqui dariam alguns anos de cana, e se voce observar o tratamento que os Dinamarqueses deram ao caso em comparação ao que sofreriam aqui no Brasil, percebemos a diferença entre a civilização e a barbarie.

No nosso país a religião goza de inúmeras regalias, alem de não ter que pagar os onerosos impostos que engessam os cidadãos e empresas que de fato produzem alguma coisa, certos lideres religiosos que eu não pretendo citar o nome, apesar de escandalosamente e de forma documentada extorquir os seus fiéis, não pode nem sequer ser criticado, sob as penas da lei, mas em nome do que os pocós chamam de respeito as diferenças, teremos que engolir mais esta. Fora a outra pocózisse da Lei Rouanet, que nada mais é do que um dízimo disfarçado.

Não satisfeitos, eles ainda agravaram o tabú do nazismo, proibindo divulgar o assim chamado revisionismo, que é uma teoria pseudocientífica de que o holocausto nunca existiu. Ora, tamanha incoerencia me deixa desnorteado. Com tantas pseudociências passando por ai impunes, como cartas psicografadas absolvendo réus em julgamentos e "médicos" homeopatas sendo contratados pelo SUS, por que perseguir o pobre e inofensivo revisionismo, que só serve para justificar as ações de determinados grupos neonazistas para os quais temos outras leis para condenar.

De acordo com o que eu li em um outro blog, a melhor forma de constatar que o nazismo é ridículo, e sendo nazista por uns tempos, a melhor forma de se lidar com nazistas e outros idiotas do mesmo calibre é trata-los do mesmo modo que se trata alguem acometido por gases, mas com toda esta proibição legal encima do assunto, o máximo que vai acontecer é atrair mais gente para as fileiras dos carecas do ABC. Chegamos ao limite de proibir a entrada de um carro alegórico da Viradouro por conta desta carolisse pocó.

Mas a mancada do ano foi a proibição do counter-strike, um jogo que já está no mercado há anos, pela arbitrariedade de um certo juiz mineiro, sob a justificativa de que é um jogo excessivamente violento. Com o perdão da palavra, mas este juiz é uma anta. É uma anta por que ele abriu um precedente para a proibição de novos jogos, e por que quem tinha intenção de compra-los originais, não terá o menor escrúpulo em baixar do emule, ou caso não tenha banda larga, de comprar no camelô mais próximo, dando à pirataria não um status de crime, mas de desobediência civil.

Meus parabéns, juiz, você acabou de mandar pro saco as campanhas antipirataria, e atrair mais compradores para este mercado. O motivo para esta proibição foi um bando de pais pocós que deveriam criar gatos ao invés de crianças achou que o joguinho é muito violento, e por conta de uma campanha da globo, que como devemos saber, é um antro de pocós, que acharam ruim um mapa onde o "roteiro" era mais ou menos assim:

Um grupo de representantes da ONU é sequestrado no Rio, e a policia vai resgata-los e é recebida a tiros. O jogador pode ser tanto da policia quanto traficante. Falar de violência no Rio já não é mais nenhuma novidade, e não vai ser varrendo pra debaixodo tapete que isto vai se resolver.

Outra idiotisse que falaram a respeito do CS é que ensina táticas de guerrilha. Gente... falar que CS ensina taticas de guerrilha é mesma coisa que falar que flight simulator ensina a pilotar avião, Trade Winds ensina tudo sobre comércio internacional, que dá pra aprender a governar um país jogando Civilization ou fazer mágica jogando Diablo.

Certa vez Voltaire disse "Não concordo com uma palavra do que você diz, mas lutarei até a morte pelo direito de dize-lo". Se quisermos manter a nossa liberdade de expessão, temos que expurgar o nosso país dos pocós, ou em breve estaremos pagando multa por falar palavrão em público.